Vereador André Alves denuncia precariedade em serviços sociais e cobra ações do Executivo em Ubá

Vereador André Alves denuncia precariedade em serviços sociais e cobra ações do Executivo em Ubá

Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Ubá, realizada na última segunda-feira, 27 de abril, o vereador André Eustáquio Alves utilizou a tribuna na Palavra Livre para fazer uma série de denúncias e cobranças relacionadas a serviços sociais e ao atendimento à população em situação de vulnerabilidade no município.

Um dos principais pontos abordados pelo parlamentar foi a situação da Casa Cidadã e da Residência Inclusiva. Segundo ele, ambos os serviços estão funcionando de forma inadequada, compartilhando o mesmo espaço físico, o que compromete a qualidade do atendimento. “São serviços distintos, com públicos e metodologias diferentes, dividindo o mesmo teto. Isso não é digno para os usuários”, afirmou.

O vereador destacou ainda que a situação já havia sido alvo de intervenção do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ubá. De acordo com André Alves, um termo de compromisso firmado em novembro de 2025 previa que o município apresentasse, em até 60 dias, um cronograma para implantação das residências inclusivas — o que, segundo ele, não foi cumprido até o momento.

Outro tema que gerou forte crítica foi a realidade da Casa Juventude (CAJU), abrigo municipal destinado a crianças e adolescentes com direitos violados. O parlamentar citou relatório do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, divulgado em ata, apontando problemas estruturais e operacionais graves.

Entre as irregularidades mencionadas estão a falta de funcionários, equipe técnica incompleta e condições precárias na estrutura física, como infiltrações, mofo, fiação exposta, rachaduras e apenas um banheiro com chuveiro em funcionamento. “Estamos falando do básico. É inadmissível que crianças e adolescentes sejam atendidos nessas condições”, declarou.

Em tom de cobrança direta ao Executivo, o vereador ressaltou a responsabilidade da administração municipal em garantir o mínimo de dignidade às crianças acolhidas. “Quando o município assume essas crianças, ele precisa dar condições adequadas. É uma questão de responsabilidade”, disse.

André Alves também abordou a situação do fundo destinado a empresários prejudicados pelas enchentes. Segundo ele, dos R$ 3 milhões anunciados, apenas R$ 1 milhão — oriundo da Câmara Municipal — foi efetivamente repassado, enquanto os outros R$ 2 milhões, de responsabilidade do Executivo, ainda não foram disponibilizados.

Além disso, o vereador denunciou possíveis irregularidades na concessão dos auxílios, citando casos de múltiplos CNPJs no mesmo endereço sendo beneficiados e até situações em que proprietários de imóveis teriam recebido recursos indevidamente, em detrimento de comerciantes diretamente prejudicados.

O parlamentar também fez um alerta sobre o estado de abandono do calçadão comercial da cidade, mencionando acúmulo de lixo e reclamações de comerciantes locais. “O calçadão foi esquecido. Os empresários estão lutando para manter seus negócios e não estão tendo o suporte necessário”, afirmou.

Ao final de sua fala, André Alves reforçou que continuará fiscalizando e cobrando providências, especialmente nas áreas relacionadas à infância, assistência social e apoio aos empreendedores locais. “Nossa missão é cobrar e garantir que os recursos e políticas públicas cheguem a quem realmente precisa”, concluiu.